O código principal para quem deseja atuar nesse setor é o 7020.4/00, referente a Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica. Esse registro abrange desde o planejamento estratégico até a reorganização de processos e o apoio direto à tomada de decisão do cliente. Identificar corretamente qual o cnae para consultoria empresarial é o primeiro passo fundamental para garantir a regularidade fiscal do novo negócio e evitar o pagamento de impostos desnecessários ou multas por enquadramento indevido.
A escolha precisa dessa numeração exige atenção estratégica, pois ela influencia diretamente o enquadramento no Simples Nacional e a aplicação do Fator R, um mecanismo que pode reduzir significativamente a carga tributária de serviços de gestão. Além do código principal, o empreendedor deve avaliar a necessidade de registros secundários caso sua atuação envolva treinamentos, palestras ou áreas técnicas.
Definir o CNAE correto imediatamente evita o recolhimento indevido de impostos e garante que sua consultoria nasça com segurança jurídica. Essa precisão inicial é essencial para transformar conhecimento técnico em uma operação lucrativa, organizada e preparada para um crescimento sustentável no mercado de 2026.
Qual o código CNAE correto para consultoria empresarial?
O código CNAE correto para consultoria empresarial é o 7020-4/00, que se refere especificamente às atividades de consultoria em gestão empresarial. Este registro é o mais indicado para profissionais e empresas que prestam serviços de diagnóstico de negócios, suporte à tomada de decisão e organização de estruturas internas.
A escolha correta deste código permite que a empresa atue de forma regularizada, garantindo que a emissão de notas fiscais esteja em total conformidade com os serviços prestados. Além disso, o enquadramento adequado facilita a organização contábil e evita que o negócio sofra sanções por exercer atividades fora de seu registro oficial.
O que está incluído na atividade 7020-4/00?
Na atividade 7020-4/00, estão incluídas as orientações estratégicas e operacionais destinadas a melhorar a eficiência e os resultados de uma organização. Esse código abrange uma vasta gama de frentes de atuação que permitem ao consultor atuar em diferentes pilares da gestão empresarial.
As principais atividades englobadas por este registro são:
- Assessoria em planejamento estratégico e organizacional.
- Consultoria em gestão financeira e estruturação de custos.
- Mapeamento e melhoria de processos e rotinas produtivas.
- Definição de metas e implementação de indicadores de desempenho (KPIs).
- Apoio na gestão de recursos humanos e desenvolvimento de lideranças.
Quais são os outros códigos de consultoria disponíveis?
Os outros códigos de consultoria disponíveis variam conforme a especialização técnica do serviço prestado e costumam ser utilizados como CNAEs secundários. Enquanto o código principal foca na gestão organizacional, registros adicionais permitem que o consultor atue legalmente em nichos específicos ou ofereça serviços complementares.
Alguns dos códigos mais utilizados para complementar o escopo de atuação de uma consultoria incluem:
- 8599-6/04: Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial, ideal para quem ministra cursos e palestras.
- 6204-0/00: Consultoria em tecnologia da informação, voltada para a implementação de sistemas e softwares.
- 7319-0/04: Consultoria em publicidade e marketing, focada em estratégias de mercado e vendas.
- 7490-1/99: Outras atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente.
A correta combinação desses registros garante que a consultoria tenha segurança jurídica e possa usufruir de benefícios tributários adequados à sua realidade. Para otimizar ainda mais esses ganhos, é essencial compreender o impacto que esses códigos exercem sobre o regime de tributação escolhido.
Quem atua com consultoria empresarial pode ser MEI?
Quem atua com consultoria empresarial não pode ser MEI (Microempreendedor Individual). A atividade principal de consultoria em gestão, vinculada ao código 7020-4/00, é classificada como uma ocupação de cunho intelectual e regulamentada, o que a exclui da lista de ocupações permitidas para o regime simplificado do MEI.
O modelo MEI foi criado para formalizar trabalhadores autônomos em atividades majoritariamente operacionais. Como a consultoria exige diagnóstico, análise estratégica e suporte técnico especializado para a tomada de decisão, o empreendedor deve registrar seu negócio como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP).
A migração para o formato de Microempresa, embora envolva custos iniciais um pouco maiores, oferece vantagens fundamentais para o crescimento. Nesse modelo, o consultor não fica limitado ao teto de faturamento reduzido do MEI, podendo emitir notas fiscais de valores mais altos e contratar um número maior de colaboradores para expandir sua operação.
No que diz respeito aos impostos, a maioria dos consultores opta pelo Simples Nacional. Nesse regime, é possível usufruir do Fator R, um benefício fiscal que reduz a alíquota de tributação quando os gastos com folha de pagamento e pró-labore atingem 28% ou mais do faturamento bruto da empresa.
Essa estrutura empresarial mais robusta é essencial para quem deseja sair do improviso e profissionalizar a gestão. Ao atuar como uma ME, o consultor ganha mais credibilidade perante grandes clientes e parceiros, facilitando o fechamento de contratos de longo prazo e a implementação de processos internos mais rígidos.
Ter uma base jurídica sólida permite que o consultor foque na estruturação financeira e na definição de indicadores de desempenho claros para o seu próprio negócio. Com a conformidade fiscal garantida, a consultoria ganha a previsibilidade necessária para escalar seus serviços e apoiar outras empresas com total segurança e autonomia.
Como funciona a tributação para empresas de consultoria?
A tributação para empresas de consultoria funciona por meio de três regimes principais: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. A escolha do modelo ideal depende diretamente do volume de faturamento, da estrutura de custos e da quantidade de colaboradores, impactando a margem de lucro e a competitividade do negócio no mercado.
Ter uma estruturação financeira eficiente é o que permite ao consultor identificar qual regime oferece a menor carga tributária legal. Sem essa organização, a empresa corre o risco de pagar impostos excessivos, comprometendo o fluxo de caixa e a capacidade de investimento em novas ferramentas de gestão e melhoria de processos.
Anexos do Simples Nacional e o impacto do Fator R
O Simples Nacional para consultoria empresarial é regido pelos Anexos III e V, e a definição de qual deles aplicar depende exclusivamente do Fator R. Esse mecanismo é um cálculo que relaciona a folha de pagamento (incluindo pró-labore e encargos) com o faturamento bruto da empresa nos últimos doze meses.
Quando os gastos com pessoal são iguais ou superiores a 28% do faturamento, a consultoria é tributada pelo Anexo III, com alíquotas que começam em 6%. Caso essa relação seja inferior a 28%, o negócio é enquadrado no Anexo V, onde a tributação inicial é muito mais elevada, partindo de 15,50%. Manter esse acompanhamento é essencial para a previsibilidade financeira.
Vale a pena optar pelo Lucro Presumido ou Real?
Optar pelo Lucro Presumido ou Real vale a pena quando a consultoria atinge um patamar de faturamento elevado ou quando a estrutura de custos não justifica a permanência no Simples Nacional. No Lucro Presumido, a tributação é calculada sobre uma margem de lucro prefixada, o que simplifica a apuração de impostos como IRPJ e CSLL para empresas com alta rentabilidade.
Já o Lucro Real é indicado para operações mais complexas, onde as despesas operacionais são muito altas e podem ser deduzidas para reduzir a base de cálculo dos impostos. Independentemente do modelo, a padronização das rotinas contábeis e o uso de indicadores de desempenho são fundamentais para que o consultor tome essa decisão com base em dados concretos, garantindo uma gestão profissional e escalável.
Uma escolha tributária consciente protege o patrimônio da empresa e libera recursos para o desenvolvimento de equipes e o planejamento de crescimento a longo prazo. Com a casa em ordem, o próximo passo é entender como as obrigações acessórias e o suporte especializado podem consolidar essa estrutura organizacional.
Como escolher o CNAE ideal para o seu CNPJ?
Para escolher o CNAE ideal para o seu CNPJ, você deve realizar um mapeamento detalhado de todas as atividades que pretende exercer, priorizando aquela que representará a maior parte do seu faturamento. Esse código principal deve refletir a essência da sua entrega, como o suporte estratégico e a reorganização de processos internos.
Uma escolha assertiva exige a análise da lista oficial do IBGE para identificar qual descrição se aproxima mais da realidade da sua consultoria. É fundamental contar com o apoio de uma contabilidade especializada para validar se a ocupação escolhida permite o enquadramento no regime tributário mais vantajoso, como o Simples Nacional.
Ter esse cuidado inicial garante que a empresa nasça com uma base sólida, evitando que o consultor precise lidar com correções burocráticas no futuro. Além disso, a definição correta do código ajuda a estabelecer uma gestão profissional e transparente desde o primeiro dia de operação.
Posso registrar mais de um CNAE na minha empresa?
Sim, você pode registrar mais de um CNAE na sua empresa, sendo necessário eleger uma atividade econômica principal e listar as demais como atividades secundárias. Essa prática é comum em consultorias que oferecem uma gama diversificada de serviços para apoiar o crescimento de seus clientes.
Ao incluir códigos secundários, o empreendedor ganha liberdade para diversificar suas fontes de receita. Por exemplo, uma empresa focada em gestão empresarial pode registrar também códigos voltados para:
- Realização de treinamentos e desenvolvimento gerencial;
- Preparação de cursos e palestras especializadas;
- Serviços de apoio administrativo e operacional;
- Consultorias técnicas em áreas complementares.
Essa organização permite que o negócio escale de forma sustentável, mantendo a conformidade fiscal em todas as suas frentes de atuação. A multiplicidade de registros não impede a organização dos processos, desde que cada atividade esteja devidamente documentada e acompanhada por indicadores de desempenho claros.
Quais as vantagens de definir o código corretamente?
As vantagens de definir o código corretamente incluem a blindagem jurídica da operação, a otimização da carga tributária via Fator R e maior credibilidade perante o mercado. Ao alinhar o registro com a prática real, a empresa elimina riscos de multas por desvio de atividade e simplifica a emissão de notas fiscais. Essa conformidade permite que o consultor foque na estruturação financeira e na padronização de processos, garantindo que o planejamento de crescimento seja executado com segurança e previsibilidade.
Quais os passos para abrir uma empresa de consultoria?
Os passos para abrir uma empresa de consultoria envolvem a definição do modelo de negócio, a escolha da natureza jurídica e o registro formal nos órgãos governamentais. Diferente do MEI, o consultor profissional deve estruturar sua operação como uma Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) para garantir que sua atuação esteja legalizada e pronta para escalar.
O processo começa com a elaboração de um contrato social, que define as regras da sociedade e as responsabilidades dos sócios. Em seguida, é necessário escolher o regime tributário mais eficiente e definir o código CNAE para consultoria empresarial principal, garantindo que a emissão de notas fiscais e o pagamento de impostos reflitam a realidade dos serviços prestados.
Para assegurar uma gestão profissional desde o primeiro dia, o empreendedor deve realizar a consulta de viabilidade na prefeitura local e obter o CNPJ junto à Receita Federal. Ter esses processos bem definidos permite que o consultor saia do improviso e foque na estruturação financeira e no mapeamento de rotinas que trarão previsibilidade e sustentabilidade ao novo negócio.
Documentos necessários para registrar seu negócio
Os documentos necessários para registrar seu negócio incluem o RG, CPF, comprovante de residência dos sócios e a cópia do IPTU ou contrato de locação do imóvel onde a consultoria será sediada. Esses itens são fundamentais para formalizar na abertura na Junta Comercial do estado ou no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas.
Além da documentação pessoal e do imóvel, o empreendedor deve providenciar outros elementos essenciais:
- Certificado Digital para a assinatura de documentos eletrônicos e emissão de notas;
- Contrato Social ou Requerimento de Empresário Individual;
- Viabilidade municipal aprovada para o exercício da atividade no endereço escolhido;
- Inscrição Municipal para o recolhimento do ISS.
A organização rigorosa desses documentos é o primeiro passo para estabelecer indicadores de desempenho claros e uma estrutura de custos eficiente. Com o registro concluído e a empresa formalizada, o consultor ganha a autonomia necessária para contratar equipes, padronizar processos internos e focar no planejamento de crescimento a longo prazo.
Após a etapa burocrática de abertura e regularização documental, torna-se fundamental compreender as obrigações mensais e os custos fixos que manterão a consultoria operando com segurança jurídica e financeira no mercado.








